Ministério da Agricultura diz que ainda não foi notificado da decisão.
Atualmente, 129 frigoríficos brasileiros estão na lista de vetados pelo país.
Atualmente, 129 frigoríficos brasileiros estão na lista de vetados pelo país.
Do G1, com EFE
A Rússia anunciou nesta quarta-feira (17) a inclusão de mais três frigoríficos brasileiros em sua lista negra de exportadores após a restrição imposta em 15 de junho pelo descumprimento de medidas sanitárias, informou a imprensa russa.
Procurado pelo G1, o Ministério da Agricultura informou que ainda não foi notificado da decisão.
As empresas sancionadas são Libra Terminais S.A., Diplomata S/A Industrial e Comercial e Frigoestrela S.A., segundo o comunicado da Inspeção Sanitária Agrícola da Rússia (Isar). A autoridade sanitária russa informou que exames mostraram a presença de parasitas e bactérias de diferentes tipos.
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A Isar ameaça incluir outras três empresas na lista negra caso estas não tomem medidas para garantir um controle efetivo sobre a qualidade da produção destinada à Rússia. Atualmente 129 frigoríficos brasileiros estão na lista negra da Rússia.
No início de junho, a Rússia anunciou que proibirá as importações de carne de 89 empresas dos estados de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná.
A inspeção de carnes realizada neste ano no Brasil revelou deficiências nos serviços veterinários do país, afirmou na ocasião o porta-voz da Isar. Além disso, as empresas sancionadas não comprovaram nos últimos três anos a utilização de praguicidas e outras substâncias necessárias em sua produção, disse.
O Brasil é um dos principais fornecedores de carne ao mercado russo e o governo brasileiro ainda aguarda uma resposta da Rússia sobre o pedido de fim de embargo aos três estados.
Pela proposta, o governo brasileiro cancelaria a lista atual de 240 plantas credenciadas e passaria a considerar 88 unidades aptas a exportar. Faz parte da sugestão também uma lista paralela de 37 estabelecimentos, que teriam alguns empecilhos no momento (como a falta de análises laboratoriais), mas que teriam essas pendências sanadas até o final de setembro, segundo o governo.

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